Dois leões fugiram do Jardim Zoológico. Na hora da fuga, cada um tomou um rumo diferente, para despistar os perseguidores. Um dos leões foi para as matas e outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou. Tinham-se sumido.
Depois de uma semana, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto e alquebrado. Foi preciso pedir a um deputado que arranjasse vaga no Jardim Zoológico outra vez, porque ninguém via vantagem em reintegrar um leão tão carcomido. Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou para o Jardim Zoológico gordo, sadio, a vender saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com essa saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que pedir clemência, porque quase não encontrava o que comer... Como é que... vá, como foi?"
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele."
- E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários?"
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o director geral, um director de serviços, um chefe de divisão, um chefe de repartição, um chefe de secção, funcionários diversos, e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que eu comi o que servia o cafezinho...
Pegando nesta máxima referida no post anterior, lembrei-me de repente de um caso verídico ocorrido aqui há uns anos atrás.
Um agricultor da zona saloia, nos arredores de Lisboa, estava com graves problemas financeiros na sua exploração agrícola. Contudo, esperava tirar de um couval que possuía dinheiro suficiente para liquidar as dívidas em atraso.
Um negociante agrícola – um intermediário, como é vulgar dizer-se - que operava na zona foi ver o couval e ofereceu apenas vinte contos pelas couves. O agricultor, aflito, respondeu que as couves valiam cinquenta contos, e que precisava com urgência de quarenta para liquidar as dívidas. O negociante, inflexível, retorquiu que o negócio ia mal e que o máximo que podia oferecer era os vinte contos.
Perante a urgência no negócio, o agricultor pensou que vale mais um pássaro na mão do que dois a voar: com os vinte contos saldava metade da dívida e o resto logo se veria.
Passado dias, estava o tal negociante numa esplanada com um amigo tomando uma cerveja, quanto passou do outro lado da rua o agricultor que caminhava com ar sombrio.
Nisto diz o negociante para o amigo:
- Oh pá, estás a ver aquele sujeito de barrete no outro lado da rua?
- Sim estou! O que é que tem?
- Aquele é o palerma a quem comprei o couval por vinte contos!
- Aquele a quem compraste as couves por vinte contos e que depois vendeste no dia seguinte por sessenta contos?
- Esse mesmo! Que grande negócio! E olha que nem deu trabalho nenhum, pois quem mas comprou, as couves, é que ainda teve de as ir lá apanhar ao terreno.
Se alguém ainda tinha dúvidas, “tire o cavalinho da chuva” porque,
Viver não custa, o que é preciso é saber viver!
Um comandante de um navio ordenava aos seus marinheiros que remassem, remassem porque na altura havia pouco vento e logo, logo, iriam parar a um bom porto. O vento estava quase a mudar e a rota seria rápida, acrescentava ele.
Os passageiros já desesperavam, sem água e com pouca comida, mas o comandante continuava a garantir que a terra já estava perto e que lá havia grandes riquezas para todos.
Alguns pescadores a bordo, que conheciam os ventos daquela altura do ano e naquela rota, desconfiavam que o rumo não estava a ser o mais correcto, que os ventos tardariam a aparecer e soprar para terra, mas o comandante acusava-os de tentarem desestabilizar a tripulação e passageiros e de tais acusações não passarem de manobras para lhe usurparem o posto de comandante do navio. E voltava a afirmar que estava seguro do que estava a fazer e que já sentia uma pequena brisa. E não se cansava de repetir que aqueles que tentassem agitar os passageiros seriam prejudiciais a todos os embarcados e, inclusive, punham mesmo o navio em risco.
Entretanto, os marinheiros mais fieis tiveram aumento de ração e viviam tempos muito animados.
Então, uma bela manhã passa um iate luxuoso, movido a potente motor, e alguém de lá disse que havia um lugar vago para comandante do iate. O comandante do velho navio respondeu que ia pensar em arranjar alguém competente para mandar para o iate. Foi então ao seu camarote e fez as malas sem dizer nada a ninguém. No dia seguinte, de manhã muito cedo, quando os outros ainda estavam a dormir, saltou para o bote e remou para o iate que o esperava um pouco mais avante.
Depois de estar bem seguro a bordo no iate, gritou para o seu barco e disse:
- Olhem lá, eu, para bem de todos vós, vou embarcar neste iate. O vosso novo comandante passa a ser o meu imediato. Vai ser uma honra para todos vós eu ser o novo comandante deste lindo iate. Estou muito honrado e muito feliz por me terem aceite.
Alguns marinheiros, das relações próximas do comandante, ficaram furiosos, mas outros, com os olhinhos gulosos a brilhar, começaram logo a preparar-se para tomarem e distribuírem os lugares de comando entre eles.
E lá se despediu:
- Tchausinho e boa viagem para todos. Tenham muita sorte. Vê-mo-nos daqui a cinco anos.
E lá foi o grande comandante....
Autor desconhecido (revisto por moi-même)
Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.
Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz.
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.
Moral da História:
"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Portanto, nunca julgue.. Apenas tente compreender."
A propósito dos lamentos do nosso amigo congeminações sobre as vendas ao domicílio relembrei-me de vários episódios sobre este tema.
O mais antigo remonta aos meus tempos de faculdade. O marido de uma colega minha, em determinada altura, recebia todos os sábados, por volta das dez da manhã, a visita de uma senhora de determinada religião em que esta se propunha demonstrar as excelentes virtudes da sua fé. O sujeito, que tinha uma vida profissional muito intensa, aproveitava o facto da mulher trabalhar ao sábado de manhã para dormir mais umas horas que muito necessitava.
Os toques insistentes da dita senhora que, sábado após sábado, não desistia da potencial conversão, atormentava cada vez mais quem ansiava por uma manhã de sono reparador.
Um dia tomou uma decisão drástica. Levantou-se da cama conforme tinha vindo ao mundo, abriu a porta e exclamou: Bom dia! Faça favor de dizer!
A dita senhora fugiu espavorida à vista da pecaminosa nudez e não mais importunou este sujeito.
Outro episódio que se repete pelo Natal e pela Páscoa.
São os homens do lixo a desejar Boas Festas e à espera do donativo. Costumam vir três e quatro vezes em cada época festiva: são os do lixo, os da camioneta do lixo, os dos contentores, os que lavam os contentores, os que varrem a rua e não sei mais quantos. Vêm todos em dias diferentes para não se cruzarem e não dividirem o donativo entre eles. Este ano achámos que era “mama” a mais e não fomos na conversa, até porque eles faziam má cara quando o donativo não era avultado.
A campainha toca insistente. Torna a tocar, com mais força ainda. Mais uma vez torna a tocar.
(a porta permanece fechada)
- Quem é?
- Faz favor?
- Mas quem é?
- Faz favor, pode abrir?
- Quem é?
- São os homens do lixo que vêm desejar uma Boa Páscoa!
- Ah! Muito obrigado! Uma Boa Páscoa também para vocês!
Respondemos através da porta que permanece fechada.
Vozes começam a afastar-se vociferando ordinarices que aqui não se transcrevem por este blog ser muito pudico.
Há poucos dias tocam à campainha da porta com vigor. Cerca de vinte segundos depois novo toque enérgico que se prolonga insistente. Outros vinte segundos depois fortes batidas com a mão na porta. Assustámo-nos. O meu pai já tem uma certa idade e, perante uns toques desabridos daquela intensidade, pensámos estar perante uma grave situação de emergência com ele relacionada. Poderia também ser uma qualquer questão urgente com algum vizinho do prédio.
Abrimos a porta sem indagar quem estava do lado de fora. Deparamo-nos com uma senhora que se identifica como sendo da Telecom. Questionada sobre que maneiras eram aquelas de bater à porta, reponde admirada e sorridente:
- O que é que tem de especial?
Tentando não ser mal educado, respondo não estar interessado em nada e ainda menos de pessoas com atitudes daquelas. Na verdade o que realmente me apeteceu foi atirar-lhe com a porta nas trombas.
«Não vos tenho dito nada porque não tenho tido tempo nem disposição... Ando com um problema terrível... Os meus pais, sabes? O meu pai, entre o reumático e os problemas de coração, até para tomar banho é necessário que o ajudem. Já assim é há alguns anos mas tudo se foi arranjando enquanto a minha mãe foi tomando conta dele. Mas agora, ela começou a ter uns esquecimentos... No outro dia esqueceu-se do comer ao lume, o tacho ficou em cinzas. Num outro, deixou uma torneira a correr e houve inundações. Já pensei se não será alzheimer mas o médico ainda não confirmou. Já me apercebi que eles não andam a tomar os medicamentos como deve ser, pois baralham aquilo tudo.
Vou lá a casa quase todos os dias mas ainda é longe, uma hora para lá e outra para cá. Se tivesse possibilidades comprava-lhes uma casa perto de mim. Se tivesse mais dinheiro pagava a uma pessoa para cuidar deles dia e noite, mas não tenho. A reforma do meu pai também não chega para isso. A mulher a dias vai lá cinco vezes por semana mas, à noite, eles ficam sozinhos. Aos fins de semana trago-os para minha casa, deito-os no meu quarto e durmo na sala. Mas não é solução para sempre. Ainda se tivesse um quarto disponível, mas não tenho. Já pensei num lar, mas...
Eu estou com uma depressão ou coisa que o valha... Tremem-me as mãos, tomo comprimidos para dormir e comprimidos para acordar. Mesmo assim, por vezes, tenho dificuldade em manter o ritmo nas aulas. Então naqueles dias em que os alunos estão mais desassossegados e barulhentos, no final da primeira aula já estou cheia de dores de cabeça. Os meus filhos ressentem-se deste meu estado de espírito, oscilando entre animarem-me e agastarem-se comigo. Especialmente o mais novo, quase adolescente.
Ouço algumas pessoas dizerem que, com boa-vontade e amor, tudo se arranja. Que, quando há amor e solidariedade, tudo tem solução. Que os bons filhos devem fazer todos os sacrifícios pelos pais velhotes. Até já ouvi dizer que pôr os pais num lar, quando estes ficam velhos e incapazes, só revela egoísmo, que as chamadas “casas de repouso” não passam de armazéns de velhos, caros mas, quase sempre, sem as devidas condições.
Adoro os meus pais e quero o melhor para eles. Mas, como resolver este problema? Que fazer com os meus pais?»
Esta confissão anónima é de uma amiga, professora do secundário, divorciada, filha única e mãe de dois jovens rapazes, residente algures em Portugal. Quando lhe perguntei se podia por isto no blog, a princípio hesitou. Depois concordou. «Talvez haja por aí muita gente com problemas semelhantes, pessoas que vivem dramas parecidos ao meu», justificou.
Há muitos séculos, numa região longínqua, existiu um grande e sábio guerreiro. Apesar de já não ser muito novo, ainda era capaz de derrotar qualquer desafiante. A sua reputação estendia-se por regiões distantes, para lá das fronteiras do país, e muitos estudantes reuniam-se para estudar sob sua orientação.
Certo dia, um jovem guerreiro, muito ambicioso mas com pouca ética, chegou à vila. Estava determinado a ser o primeiro homem a derrotar o grande mestre guerreiro e a usurpar-lhe a fama e a posição. Este jovem ambicioso, que possuía uma habilidade fantástica para perceber e explorar a mínima fraqueza de qualquer oponente, tinha mentalmente arquitectado uma estratégia traiçoeira para vencer o grande mestre guerreiro: ofendê-lo sucessivamente até que este perdesse a concentração.
Esta estratégia já tinha sido usada pelo jovem guerreiro arrivista noutros duelos e sempre lhe tinha sido eficaz. Desta vez, contra o guerreiro dos guerreiros, ele também confiava na vitória.
Apesar de todas as advertências de seus preocupados estudantes, o velho mestre alegremente aceitou o desafio do jovem guerreiro.
Quando os dois se posicionaram para a luta, o jovem guerreiro começou a lançar insultos ao velho mestre: injuriava-o, atirava-lhe com terra, cuspia-lhe na face, ofendia-o verbalmente com todo o tipo de insolências e maldições conhecidas pela humanidade.
Mas o velho guerreiro, impassível, nem parecia ouvi-lo, concentrando-se apenas naquilo que era importante: a luta que travava.
Ao fim de algum tempo, o guerreiro jovem começou a ficar cansado, por ter de repartir a sua atenção pela luta física e pelas ofensas verbais contra o mestre guerreiro. Por fim, exausto e derrotado, teve de fugir vergonhosamente.
Um tanto desapontados por não terem visto o seu mestre responder à letra ao insolente, os estudantes aproximaram-se e perguntaram-lhe: «Como pode o senhor suportar tantos insultos e indignidades? Por que motivo ignorou tantas calúnias e palavras ofensivas?»
Então o grande e sábio mestre guerreiro replicou: «Se alguém vem para lhe dar um presente e você não o aceita, digam-me, para quem retorna esse presente?»
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Nota: conto dedicado a amigos meus da blogosfera, para daqui tirarem as ilações que julguem convenientes.
Querida Vera,
Eu sei que o conselheiro matrimonial disse que não deveria haver contacto entre nós, durante o nosso período “de acalmia”, mas eu não consigo aguentar mais. No dia em que me deixaste, eu jurei que nunca mais te dirigia a palavra. Mas isso era só o rapazinho magoado dentro de mim a falar.
Ainda assim, eu nunca quis ser o primeiro a avançar. Na minha fantasia, eras sempre tu que voltavas a rastejar para mim. Acho que o meu orgulho precisava disso, mas agora vejo que o meu orgulho me custou uma série de coisas. Estou farto de fingir que não preciso de ti. E já não me importo de fazer má figura.
Não me interessa qual de nós dará o primeiro passo, desde que um de nós o dê. Talvez seja altura de deixarmos os nossos corações falarem mais alto do que a nossa dor. E isto é o que o meu coração diz...
Não há ninguém como tu, Vera. Eu procuro-te nos olhos e seios de cada mulher que vejo, mas elas não são tu. Não chegam sequer aos teus pés.
Há duas semanas, encontrei uma mulher num bar do Bairro Alto e levei-a para casa comigo. Não digo isto para te magoar, mas apenas para ilustrar a profundidade do meu desespero. Ela era nova, talvez 19, com um daqueles corpos perfeitos que só a juventude e talvez uma infância passada em patinagem podem dar. Quero dizer, um corpo perfeito, mamas que não dá para acreditar e um rabo tipo carapaça de tartaruga, redondo e rijo, o sonho de qualquer homem, não é? - Mas enquanto estava sentado no sofá a ser chupado por esta jovem deslumbrante, eu pensei, vejam só aquilo que consideramos importante nas nossas vidas, é tudo tão superficial. O que é que um corpo perfeito significa? Será que a torna melhor na cama? Bem, neste caso, sim.
Mas estás a ver onde quero chegar? Será que isso a torna uma pessoa melhor? Será que ela tem um coração melhor do que a minha, moderadamente atraente, Vera? Duvido. E nunca tinha pensado nisso antes. Não sei, talvez esteja a amadurecer um pouco. Mais tarde, depois de lhe ter despejado uns decilitros de iogurte na garganta, dei por mim a pensar, "porque é que me sinto tão esgotado e vazio?" Não era apenas a sua técnica perfeita e a sua fome de sexo e luxúria, mas algo diferente. Um sentimento de perda. Porque é que me sentia tão incompleto? E então apercebi-me: - Não senti a mesma coisa porque tu não estavas lá, Vera, para ver. Percebes o que quero dizer? Nada significa nem tem o mesmo sentido sem ti.
Por amor de Deus, Vera, estou a enlouquecer sem ti. E tudo o que faço me lembra de ti.
Lembras-te da Carolina, aquela mãe solteira que encontrámos no ginásio, no ano passado? Bem, ela passou cá em casa na semana passada, com um tacho de lasanha. Ela disse que imaginava que eu não devia andar a comer nada de jeito sem uma mulher por perto. Só mais tarde é que percebia o que ela queria dizer com aquilo, mas essa não é a verdadeira história. De qualquer maneira, bebemos uns copitos de vinho e passado um bocado estávamos a dar-lhe forte e feio no nosso velho quarto, e a devassa é um verdadeiro animal na cama. Ela deu-me tudo, sabes, assim como uma verdadeira mulher faz quando não está preocupada com o peso ou a sua carreira ou se os filhos nos vão ouvir ou não. E de repente ela viu aquele velho espelho giratório que está em cima da cómoda que era da tua avó. Então ela agarrou no espelho e colocou-o no chão, de maneiro a que nos podíamos observar os dois. E é uma sensação espectacular, mas que me deixou triste também.
Porque não consegui deixar de pensar, "Porque é que a Vera nunca pôs o espelho no chão? Temos esta cómoda há 14 anos, ou coisa que o valha, e nunca o usámos como brinquedo sexual."
No sábado, a tua irmã passou cá com a ordem do tribunal que me proíbe de me aproximar de ti. Quer dizer, a Paula ainda é uma miúda, mas tem uma cabeça muito porreira assente nos ombros e tem sido uma verdadeira amiga para mim durante estes tempos difíceis. Ela tem-me dado excelentes conselhos acerca de ti e acerca das mulheres em geral. Ela está realmente empenhada em que nós fiquemos juntos novamente, Vera.
Está mesmo. Então, numa destas ocasiões, damos por nós a beber uns copos dentro de uma banheira de espuma e a falar de tempos mais felizes. Aqui está uma adolescente que tem o mesmo ADN que tu e eu só consigo pensar no quanto ela me faz lembrar do quanto ela se parece contigo quando tu tinhas 18 anos. E isso quase me faz chorar. E afinal descubro que a Paula gosta mesmo de toda aquela cena anal, o que me faz lembrar do número imenso de vezes que te pressionei para experimentares e que isso talvez pudesse ter alimentado o azedume entre nós.
Mas será que consegues ver que, mesmo quando estou a bombear dentro do anel castanho da tua irmã, tudo o que consigo fazer é pensar em ti? É verdade, Vera. E no fundo do teu coração, tu sabes disso. Não achas que podíamos começar de novo? Acabar com as amarguras, com os ódios e começar tudo do zero? Eu acho que podemos.
Se sentes o mesmo, por favor, por favor diz-me, caso contrário, podes-me dizer onde está o controlo remoto da televisão?
João
Remetente: cyberespaço
Conta-se que Nan-In, sábio mestre japonês, certa vez recebeu a visita de um professor universitário, doutorado com “louvor e distinção” em conceituadas universidades, que lhe veio inquirir sobre filosofia Zen.
O professor iniciou um longo discurso intelectual sobre as suas dúvidas e Nan-In começou a tentar esclarecê-lo. Mas, a cada frase ou opinião do mestre japonês, logo o professor universitário contrapunha os seus saberes sobre a questão em particular.
Entretanto, chegou a hora do chá. Nan-In serviu o visitante e encheu completamente a chávena do professor universitário, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
O professor, ao ver o excesso de chá a derramar-se, sem se poder mais conter, disse:
"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"
Então Nan-In, o sábio mestre japonês, disse:
”Como esta chávena, você está completamente cheio das suas próprias crenças, preconceitos, opiniões, teorias, especulações... Como quer aprender qualquer coisa nova e diferente sem primeiro esvaziar, um pouco que seja, a sua chávena?”
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Dois monges, Tanzan e Ekido de seus nomes próprios, viajavam juntos, a caminho do Templo. Chovera durante todo o dia, enlameando as estradas e dificultando a caminhada. Quando chegaram a uma curva, encontraram uma bela rapariga que chorava, incapaz de atravessar a estrada, alagada pela água da chuva que caíra das terras próximas.
"Venha, menina" disse Tanzan de imediato. Erguendo-a nos braços, o monge carregou-a, atravessando o lamaçal até ao outro lado da estrada.
A rapariga agradeceu, despediu-se dos monges e todos seguiram caminho, a rapariga para casa e os monges para o Templo.
Durante o resto da viagem, Tanzan e Ekido nada comentaram sobre o ocorrido. Mas, à noite, já no Templo, antes de se recolherem aos respectivos quartos, Ekido, sem se conter, disse para Tanzan:
"Nós, monges, não nos aproximamos de mulheres, especialmente as jovens e belas. Isto é perigoso. Por que fez aquilo, carregando a moça nos braços?"
"Eu carreguei a moça nos braços mas deixei-a lá, na estrada" disse Tanzan. "Mas você, apesar de nem sequer lhe ter tocado, ainda a está carregando."
Conto Zen (adaptado por moi-même)
A fama do Homem Sábio que vivia numa pequena casa, no alto da montanha, espalhou-se por toda a região, alastrou às vilas e cidades e chegou, finalmente, aos ouvidos do Governador.
Então este decidiu fazer uma longa e difícil jornada para visitar aquele Homem que tanto sabia e com quem poderia aprender técnicas e artes que melhor o habilitassem na governação da cidade.
Durante todo o caminho foi imaginando como seria o Homem Sábio. Em pensamento via-o majestoso, dignamente vestido, talvez um pouco distante e inacessível, por certo mergulhado em livros raros, tratados difíceis, papeis diversos...
Quando finalmente chegou à casa no alto da montanha e bateu à porta, foi recebido por um velhinho simpático, de aspecto simples, humildemente vestido.
"Eu gostaria de ver o Homem Sábio," disse ele. O velho sorriu e mandou-o entrar.
Enquanto caminhavam os dois ao longo da casa, o Governador olhava ansiosamente à volta, antecipando o encontro com um homem considerado um verdadeiro Sábio. Mas, quando deu por ele, já havia dado a volta a toda a casa e estava, de novo, à porta da rua.
O Governador parou e voltou-se para o velho: "Mas eu quero ver o Homem Sábio!"
Então o velho, a sorrir, disse-lhe:
“Procura olhar para todos que encontras na tua vida, mesmo se te parecerem simples e insignificantes, como Homens com quem poderás sempre aprender qualquer coisa. Mas, para isso, tens de ter não só os olhos mas também o coração e a mente abertos. Se te fechares nas tuas ideias feitas, nem que te cruzes com o Homem mais sábio do mundo aprenderás o que quer que seja.”
E, dito isto, sempre a sorrir, fechou a porta.
Então o Governador compreendeu que aquele era o Homem Sábio que procurava. Apenas os preconceitos que tinha dentro dele, a ideia formada relativamente ao que seria um Homem Sábio, tinham feito que aquela viagem tivesse sido (quase) em vão.
Conto Zen (adaptado por moi-même)
E se a experiência lhe diz que todas as soluções já tentadas foram em vão, se acha que não há mais nada a fazer e que a única coisa que lhe resta é abandonar-se à sorte e aguardar o desfecho fatal... Então, tente um último lance, não fique preso a velhos e gastos esquemas mentais, seja criativo, arrisque...
Faça como o cachorrinho esperto. Pode ser que tenha sorte...
Certa vez, num safari, um cachorro começou a perseguir uns coelhos selvagens e, quando deu conta, já estava muito longe do acampamento. Nisto, olhou e viu uma pantera correndo na sua direcção.
Chegou a minha hora, pensou. Vou morrer. O cachorrinho sabia que a única coisa que podia esperar daquele terrífico animal, a pantera, era ser por ela destruído, pois nada mais parecia interessar à fera para além de comê-lo. E sabia também que todas as demonstrações de força, tantas vezes já utilizadas por outros cachorros como ele em situações semelhantes, nunca tinham tido bom desfecho. Que fazer? Pedir-lhe que não o atacasse? Escusado. Negociar qualquer coisa em troca? À partida parecia uma solução contra-natura, mas... Com tal adversário, teria de ser super habilidoso e inventivo... Numa fracção de segundos, com a morte iminente, mil pensamentos perpassaram pela mente do pobre animal. E a necessidade aguçou-lhe o engenho.
Ao ver os ossos de um animal morto que estavam por perto, o cachorrinho começou a lambê-los. Então, quando a pantera está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz: "Ah, que delícia esta pantera que acabo de comer!"
A pantera pára bruscamente e, baralhada com tão insólita surpresa, recua para pensar.
Um macaco, pendurado nos galhos de uma árvore a que tinha trepado, e que havia visto a cena, sai correndo atrás da pantera para lhe contar como ela estava a ser enganada pelo cachorro.
O macaco alcança a pantera e lhe conta toda a história. Então, a pantera grita, furiosa: “Cachorro maldito! Vai me pagar! Agora vamos ver quem come a quem!”
"Depressa!", atiçou o macaco. "Vamos alcançá-lo".
E saem correndo para pegar o cachorrinho. Este vê que a pantera vem atrás dele de novo e, desta vez, traz o macaco montado em suas costas. Ah, macaco sabujo, pensa o cachorrinho. Se desatar a fugir e esconder-se já não resultaria só com a pantera, com o macaco à perna ainda menos. O que faço agora?
Então o cachorro, sem saída à vista, arrisca um derradeiro lance. Fica de costas como se não estivesse vendo nada e, quando a pantera está a ponto de atacá-lo de novo, exclama em voz alta: “Maldito macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei trazer-me outra pantera para o meu almoço e ele ainda não voltou!"
Amedrontada com aquele surpreendente e bravo cachorro, a meter o rabo entre as pernas, a pantera desata a fugir. O macaco, vendo-se sozinho, desaparece também.
Há muitos, muitos anos, numa aldeia distante, vivia uma velha que vendia bolinhos caseiros na rua e era conhecida por toda a gente como a «velha chorona», pois ela sempre passava o dia a lamentar-se e a choramingar. Com essa maneira de ser, a velha chegava mesmo a perder muitos clientes que não tinham paciência para lhe aturar as lamúrias.
Um sábio professor que, todos os dias, a caminho do trabalho, passava junto à velha vendedeira de bolinhos, começou a ficar intrigado com tanta choradeira. E perguntou-lhe a que tal se devia.
"Tenho dois filhos," respondeu ela, "Um faz delicadas sandálias, o outro guarda-chuvas. Quando faz sol, penso que ninguém comprará os guarda-chuvas de meu filho, e ele e sua família vão passar necessidades. Quando chove, penso no meu outro filho que faz sandálias, e que ninguém vai comprá-las. Então ele também vai ter dificuldade para sustentar sua família."
O professor sorriu e disse:
"Mas... o que a senhora tem a fazer é mudar a perspectiva com que encara a vida. Passar a ver as coisas pela positiva. Repare: quando o sol brilha, seu filho que faz sandálias venderá muito, e isso é muito bom. Quando chove, seu filho que faz guarda-chuvas venderá muito, e isso é também muito bom. "
Bem, dizem as más-línguas que a velha chorona teve alguma dificuldade em compreender as sugestões do professor. Mas lá acabou por compreender e... aceitar.
Desde então, a velha passa todos os dias, quer chova quer faça sol, sorrindo feliz e apregoando os seus bolinhos caseiros. E os clientes, atraídos pela sua boa-disposição, são cada vez mais. Os bolinhos já nem dão para as encomendas...
Conto Zen (ligeiramente adulterado por moi-même)
Um dia, eram talvez umas onze da noite, estava em minha casa, sozinho, quando recebi o inesperado telefonema de um querido amigo meu. Fiquei muito feliz por lhe ouvir a voz.
«Oi? Tudo bem? Como é que vai a vida?», perguntou.
E eu, sem saber porquê, respondi-lhe: «Oh... para aqui estou, muito só...»
«Queres conversar um bocado?»
Respondi-lhe que sim, satisfeito.
«Queres que vá até a tua casa?», perguntou-me.
Voltei a responder que sim, entusiasmado com a perspectiva de ter alguém com quem trocar dois dedos de conversa e animar o serão.
Desligou o telefone e, pouco depois, lá estava ele à minha porta.
Fartei-me de falar durante horas: do meu trabalho, da minha família, do meu divórcio, dos mil e um problemas da minha vidinha. Atento, ele escutou-me, animou-me, apoiou-me, aconselhou-me. Nem dei pelo tempo passar. Apesar de, nesse dia, estar muito cansado, a companhia do meu amigo fez-me muito bem. Foi óptimo para mim desabafar e escutar conselhos e palavras amigas. Era quase de madrugada quando nos despedimos.
Já à porta, lembrei-me de perguntar porque me tinha ele telefonado naquela noite, se tinha algum motivo especial.
Então o meu amigo disse-me:
«É que eu queria dar-te uma notícia... Fui ao médico e soube que os meus dias estão contados. Entrei em contagem decrescente...»
Fiquei tão surpreso e consternado que nem recordo o que mais lhe disse. Talvez um monte de vulgaridades. Mas, quando finalmente fechei a porta, de novo sozinho, entre os meus desencontrados pensamentos e emoções, não pude deixar de sentir um enorme desconforto pessoal. Quando o meu amigo me perguntou como eu estava, esqueci-me dele e só falei de mim. Ele, com os dias de vida contados, teve forças para sorrir, escutar-me e aconselhar-me e eu passei o tempo todo a pensar em mim e a falar dos meus dramazinhos pessoais. E, para cúmulo, desconfio bem que, se não fosse a tragédia do meu amigo, nem estava para aqui a recriminar-me pelo meu egoísmo...
Esta pequena estória sobre a amizade e as limitações do nosso próprio Ego, por tendência tão centrado nas próprias necessidades, satisfações, desejos e crenças que tem dificuldade em sair dele mesmo e encontrar o Outro, é de autor desconhecido. Foi reescrita e enviada por uma amiga minha.
Era uma vez um homem que tinha um desejo: ficar rico, cada vez mais rico...
Então, todos os dias, ia ao templo pedir a Deus que lhe atendesse as súplicas.
Num dia de inverno, ao voltar da oração, avistou, presa no gelo do caminho, uma polpuda carteira de dinheiro.
No mesmo instante, feliz da vida, julgou-se atendido. Mas como a carteira resistisse aos seus esforços, urinou em cima dela a fim de derreter o gelo que a retinha. E foi então...
Que despertou na cama toda molhada...
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Fui à festa, mãe.
Fui à festa, e lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe...Então, bebi uma "Sprite".
Senti orgulho de mim mesma, e do modo como me disseste que eu me sentiria e que não deveria beber e conduzir ao contrário do que alguns amigos me disseram.
Fiz uma escolha saudável, e o teu conselho foi correcto.
E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a conduzir sem condições... Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz...
Eu nunca poderia imaginar o que me aguardava, mãe...Algo que eu não poderia esperar...
Agora estou deitada na rua, e ouvi o policia dizer: "O rapaz que causou este acidente estava bêbado", mãe, a voz parecia tão distante...
O meu sangue está escorrido por todos os lados e eu estou a tentar com todas as minhas forças, não chorar...
Posso ouvir os paramédicos a dizerem: "A rapariga vai morrer"...
Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e conduzir, e agora tenho que morrer...
Então por que as pessoas fazem isso, mãe? ...sabendo que isto vai arruinar vidas?
A dor está-me a cortar como uma centena de facas afiadas...
Diz à minha irmã para não ficar assustada, mãe, diz ao papá que ele seja forte...
E quando eu for para o céu, escreva "Menina do Pai" na minha sepultura...
Alguém deveria ter dito aquele rapaz que é errado beber e conduzir...
Talvez, se os seus pais tivessem dito, eu ainda continuasse viva...
Minha respiração está a ficar mais fraca, mãe, e estou realmente a ficar com medo...
Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada...
Eu gostaria que tu pudesses abraçar-me, mãe, enquanto estou esticada aqui a morrer, eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe...
Então... Amo-te e adeus..."
Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou acidente.
A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter ia anotando...muito chocado; depois este repórter iniciou uma campanha...
Este texto chegou-me por mail. É mais uma tentativa de consciencializar as pessoas, e lembrar que a sua vida também corre perigo. Este é um pequeno gesto que pode fazer uma grande diferença!
Certa vez, o mestre taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta, voando alegremente aqui e ali. No sonho ele não tinha a mínima consciência de sua individualidade como pessoa. Ele era realmente uma borboleta e tudo lhe parecia absolutamente real.
Repentinamente, ele acordou e descobriu-se deitado na cama, uma pessoa novamente.
Mas então ele pensou para si mesmo:
"Fui antes um homem que sonhava ser uma borboleta, ou sou agora uma borboleta que sonha que é um homem?"
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Seja lá quem for o Freddie Mercury que escreveu isto a verdade é que esta paixão não é recomendável.
Um grande e sábio guerreiro japonês chamado Nobunaga decidiu atacar o exército inimigo. Apesar de ele ter apenas um décimo do número de homens do exército oponente, tinha esperança na vitória pois Nobunaga confiava na qualidade da sua estratégia e na eficácia das suas tácticas de guerra. O grande problema estava nos seus soldados, cheios de dúvidas e receios à vista do tamanho descomunal do inimigo, muitos deles recusando-se a combater por acharem que nem valia a pena.
Então Nobunaga disse aos seus homens: Vou ao templo rezar e pedir conselho. Faço o seguinte: se sair cara, é porque o destino nos reserva a vitória e, então, podemos ir para o combate sem medo. Se sair coroa, é porque vamos perder e, então, desistimos da batalha.
Assim foi e saiu cara. Os soldados, entusiasmados com a boa sorte que o destino lhes reservava, lutaram com tanto ardor e determinação que, apesar da posição desvantajosa, conseguiram sair vitoriosos.
No final da batalha, o ajudante de Nobunaga, orgulhoso na vitória, comentou com o grande chefe guerreiro: Ninguém pode mudar a força do destino. Com tão poucos homens e, mesmo assim, ganhamos.
Então Nobunaga, sem nada lhe responder, sorriu apenas e, em segredo, contemplou as duas faces da moeda da sorte utilizada no templo. Ambas eram cara, pois a moeda tinha sido por ele previamente duplicada, possuindo a cara impressa nos dois lados.
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Há muitos, muitos séculos, num determinado mosteiro, sempre que o Mestre espiritual e os seus discípulos começavam a meditação do anoitecer, o gato que vivia no mosteiro desatava a miar e a passear-se por entre os monges, distraindo todos e enervando o respeitável Mestre.
Então o Mestre espiritual ordenou que o gato fosse amarrado antes da meditação até ao final da mesma, ordem que os monges passaram a cumprir religiosamente.
Anos depois, quando o Mestre morreu, o gato continuou a ser amarrado durante a meditação.
E quando o gato barulhento morreu, e outro gato foi trazido para o Mosteiro, os monges continuaram a amarrá-lo durante a meditação da noite.
Séculos depois, quando todos os factos objectivos do evento, que tinham levado a amarrar o primeiro gato, estavam perdidos no passado e dissipados na memória dos homens, muitos monges e diversos intelectuais, que estudavam os preceitos da religião e ensinamentos daquele Mestre espiritual, escreveram longos tratados escolásticos sobre o significado de se amarrar um gato durante a prática da meditação...
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Conta-se que há muitos, muitos séculos, um homem Sábio desejava, entre outras preocupações espirituais, livrar-se de todas as formas de ritos religiosos, deixando apenas a essência da directa experiência da Verdade.
O Sábio atraiu diversos discípulos, que costumavam reunir-se ao seu redor para lhe escutarem os ensinamentos e as parábolas.
Após algum tempo, os discípulos começaram a juntar-se antes do Mestre aparecer, pois eles gostavam de estar em grupo, conversar e cantar.
Pouco depois, talvez para se protegerem do sol e da chuva ou tão só para estarem mais à-vontade, os discípulos resolveram construir uma casa para as reuniões, com uma sala especial para o Sábio mestre.
Após a morte do Sábio, tornou-se uma prática, entre os seus seguidores, fazer uma reverência respeitosa para a agora sala vazia, antes de se entrar no salão. Em cima de uma mesa especial colocaram uma imagem do Mestre, numa moldura de ouro, e as pessoas deixavam lá flores e incenso, em sinal de respeito ao Sábio Mestre.
Em poucos anos uma religião tinha crescido em torno daquele homem que, em vida, não praticava nada daquilo, e que, ao contrário, sempre disse aos seus seguidores que ficar preso a estas práticas levava frequentemente a pessoa a iludir-se no caminho da Verdade.
Um jovem aluno perguntou ao sábio professor: "Mestre, que nome devemos dar a uma pessoa que entende uma verdade mas não consegue explicá-la em palavras?"
Resposta do Mestre: "Uma pessoa muda comendo mel".
Aluno: "E como chamamos a uma pessoa que não entende a verdade mas que fala muito sobre ela?"
Mestre: "Um papagaio imitando as palavras de uma outra pessoa".
Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia, a vela com que se alumiavam começou a falhar e, pouco depois, apagou-se.
O primeiro monge exclamou: "Oh, não! A vela apagou!"
O segundo comentou: "Mas não tínhamos que ficar em silêncio completo?"
O terceiro reclamou: "Por que vocês dois quebraram o silêncio?"
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso: "Aha! Eu sou o único que não falou!"
Esta mensagem chegou por mail e tem origem no Brasil.
Como a origem do drama aqui relatado é um problema que nos afecta, achei por bem publicá-la.
Exactamente na véspera de Natal, eu corri ao mercado para comprar os últimos presentinhos, que eu não havia conseguido comprar antes. Quando eu vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma:
- "Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir. O natal está ficando pior a cada ano. Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após tudo isso".
Sem notar, eu fui andando até a secção de brinquedos, e lá eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros.
Enquanto eu olhava a secção de brinquedos, eu notei um garoto de mais ou menos 5 anos pressionando uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava.
O menino virou-se para uma senhora próximo à ele e disse:
-"Hóvó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?"
A senhora respondeu:
-"Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido!"
E ela perguntou ao menino, se ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por 5 minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa. O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos.
Finalmente eu comecei a andar em direcção ao garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca.
E ele respondeu:
- "Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ganhar neste Natal. Ela estava tão certa que o Papai Noel traria esta boneca para ela este ano."
Eu disse:
"Não fique tão preocupado, eu acho que o Papai Noel irá trazer a boneca para sua irmã."
Mas ele triste me disse:
-"Não, o Papai Noel não poderá levar a boneca onde ela está agora. Eu tenho que dar esta boneca pra minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá."
Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava:
-"Minha irmã teve que ir para junto de Deus. O papai me disse que a mamãe também irá embora para perto de Deus em breve. Então eu pensei que a mamãe poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã.".
Meu coração quase parou de bater. Aquele garotinho olhou para mim e me disse:
-"Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda. Eu pedi à ele que esperasse até eu voltar do mercado."
Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo, e me disse:
- "Eu também quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha."
Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho.
Eu rapidamente procurei minha carteira e peguei algumas notas e disse para o garoto:
- "E se nós contássemos novamente o seu dinheiro, só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a boneca?"
E coloquei as minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro. Depois que contamos, o dinheiro iria dar para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco.
E o garotinho disse:
-"Obrigada Senhor, por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para compra a boneca"
Aí ele olhou para mim e disse:
- " Ontem antes de dormir eu pedi à Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca. Ele me ouviu .... e eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais nada a Deus. E Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca. Você sabe, a minha mãe adora rosas brancas."
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada. Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado. Entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento.
Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa camioneta, bateu em outro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menininha. A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei, será que seria a família daquele garotinho?
Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude me conter e sai para comprar rosas brancas e, fui ao velório daquela jovem ... Ela estava segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com a foto do garotinho e com a boneca em seu peito.
Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado para sempre.
O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua gravado em minha memória até hoje.
É difícil de acreditar e imaginar que numa fracção de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequeno garotinho.
Agora você tem duas opções:
1. Mande esse mensagem a todos que você conhece;
2. Ou apague esta mensagem, e faça de conta que ela não tocou o seu coração.
Se você mandar essa mensagem, talvez ajude aquelas pessoas, que bebem e saem dirigindo pelas ruas a pensar um pouco mais e, ajude a prevenir os acidentes, que acontecem durante os feriados.
Preocupe-se um pouco com as outras pessoas, antes de sair dirigindo bêbado pelas ruas. E pegue as chaves daqueles que julgar necessário.
Você estará salvando outras vidas e a sua vida também.
E agora, que se fala por aí tanto em auto-estima, aqui vai mais uma parábola, de autor desconhecido, acabadinha de chegar dos Brasis, enviada por email amigo e traduzida para luso-português por myself. A dita tradução, que foi radical, deu-me muito trabalho, sorveu-me muitas energias e um tempo precioso que poderia ter sido ocupado a ...comer tremoços. Portanto, não se aceitam reclamações por eventuais erros, vírgulas mal-postas, falhas de estilo e outros etcs. Quem gostar gosta. Quem não gostar... olhem, coma tremoços, se quiser.
Um jovem, sem levantar os olhos do chão e a tremer ligeiramente a voz, dirigiu-se ao velho e sábio Mestre:
«Venho aqui, professor, porque me sinto tão desajeitado e parvo que já nem sei o que fazer. Toda a gente me diz que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo, um nabo, um idiota chapado... Como posso mudar? O que posso eu fazer para que me valorizem mais?»
O professor, sem sequer o olhar, disse: «Sinto muito, jovem, mas não te posso ajudar, estou demasiadamente ocupado com um problema meu muito importante. Desenrasca-te, que tenho mais que fazer.»
Já o moço, cabisbaixo, ia a sair a porta da rua quando o velho e sábio mestre o chamou:
«Olha, anda cá... Fazemos um contrato. Se tu me ajudares a resolver este meu importante problema com mais rapidez, talvez eu te possa ajudar depois.»
«C...claro, professor», gaguejou o jovem, a sentir-se mais desvalorizado e rebaixado que nunca e sem saber bem o que dizer.
O professor tirou um anel que usava no dedo anelar, deu-o ao rapaz e disse:
«Vai até aos centros comerciais, aos cafés, pelas ruas, por onde quiseres... Mas tens de vender esse anel, pois eu tenho uma dívida por saldar e preciso de dinheiro urgente. Esforça-te por obter pelo anel o máximo, mas não aceites menos de cinquenta Euros. Vai e volta com o dinheiro o mais rápido possível.»
O jovem pegou no anel e partiu. Apesar de todos os esforços e rebuscados adjectivos que utilizava para valorizar a beleza do anel, a qualidade do material, a oportunidade única de tal aquisição, os potenciais compradores olhavam a “mercadoria” com algum interesse mas, mal o jovem mencionava o preço, desatavam a rir e viravam costas.
Só um velho reformado que andava por ali a ver as montras, talvez porque não tinha nada mais para fazer e gostava de conversar, se deu ao trabalho de explicar que o anel, por ser usado e de metal dourado, mera imitação de ouro, estava longe de valer tanto dinheiro. «Por dez Euros ainda sou capaz de ficar com o anel...», acrescentava o reformado. Mas o rapaz recusou. Cinquenta Euros era o mínimo, tinha-lhe dito o professor.
Já anoitecia quando o desgraçado moço, abatido pelo fracasso, voltou à casa do Mestre para lhe devolver o anel. Pelo caminho, enquanto contava os miseráveis trocos que tinha nos bolsos, o moço (para além de atado era pelintra) ia pensando: Se eu tivesse os cinquenta Euros, eu próprio ficava com o raio do anel... Livrava-me de mais esta vergonha de não ter conseguido desembaraçar-me da tarefa e recebia os sábios conselhos do professor...
Já em casa do Mestre, disse: «Professor, sinto muito, mas desisto. O máximo que me ofereceram pelo anel foi dez Euros. Garantiram-me que era uma reles imitação de ouro e eu acho que não devo tentar enganar ninguém sobre o valor real do anel.»
«Disseste uma coisa muito importante, jovem», contestou sorridente o Mestre. «Devemos saber primeiro o valor real do anel. Vai até ao joalheiro. Quem melhor para saber o valor exacto do anel? Diz-lhe que queres vendê-lo e pergunta quanto ele te dá. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o vendas. Volta aqui com o meu anel.»
O jovem foi até ao joalheiro. Este examinou o anel com uma lupa, pesou-o e disse: «Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, que ofereço 250 Euros por este anel de ouro.»
Surpreso e emocionado, o moço voltou para casa do professor com a boa notícia.
Então o professor, depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
«Tu és como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um especialista no assunto. Pensavas que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?»
E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo e acrescentou:
«Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.»
Esta é a estória de um homem, arguido num processo, que conseguiu, em pleno tribunal, vencer a cabala contra ele armada pelo verdadeiro culpado e por um magistrado venal. Se havia advogados sabidões, testemunhas ou cartas anónimas ao barulho, disso não reza a história...
Ei!... Alto e pára o baile. Não, não é nada do que estão para aí a pensar. Trata-se apenas de mais uma pequena narrativa, enviado por uma amiga minha.
Desta vez são dois “chuacs” de agradecimento para a minha amiga. Um pela estória em si. Outro pelo trabalho que ela teve com o conto, pescado lá nos Brasis e tão cheio de brasileirismos que, se não fosse o duche que ela lhe deu, mais parecia a letra de um samba.
Aqui vai, lavadinha e maquilhada à luso-portuguesa, a parábola (de autor anónimo): Inocente ou Culpado.
Conta uma antiga lenda que, na Idade Media, um pobre homem foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor era um Senhor influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento se procurou um "bode expiatório" para esconder e pôr a salvo o verdadeiro assassino.
O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado previsível: a forca. Ele, que era pobre mas não era parvo, sabia que tudo iria ser feito para o condenar e que teria poucas hipóteses de sair vivo daquela embrulhada.
O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado no sentido deste provar a sua inocência.
Disse o Juiz: "Como toda a gente sabe, sou uma pessoa muito devota, vou à missa e comungo todos os dias, por isso vou deixar a sorte do réu nas mãos de Deus: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. E acrescentou o Juíz, dirigindo-se ao réu: “Nesse sentido, você escolherá um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. Assim, Deus Pai decidirá o seu destino."
Sem que a assistência percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance do acusado se livrar da forca. Não havia saída. Não havia alternativa para o pobre homem.
O juiz colocou os dois papéis dobrados em cima da mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e, pressentindo a tramoia contra ele armada, aproximou-se da mesa, pegou um dos papéis, meteu-o rapidamente na boca e logo o engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
- "Mas o que você fez?!... E agora? Como vamos saber qual o seu veredicto?", perguntou o Juíz.
-"É muito fácil", respondeu o homem. "Basta olhar o outro pedaço de papel que sobrou. Logicamente, no papel por mim escolhido, e que engoli, estava escrito o contrário."
Sem argumentos, o juiz mandou libertar o homem.
Mais uma vez, enviada por uma amiga minha, uma interessante parábola, de autor anónimo, sobre os comportamentos humanos e a honestidade (ou a falta dela) que tanta gente usa nos seus relacionamentos.
Um grande beijo de agradecimento para a minha amiga.
A mais bela flor
Conta-se que, por volta do ano 250 A.C, na antiga China, um príncipe da região norte do país estava prestes a ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, deveria casar-se primeiro. Sabendo isso, ele resolveu lançar um "desafio" às raparigas da corte ou a quem quer que se achasse digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia todas as pretendentes numa recepção especial, na qual revelaria os pormenores do desafio. Uma senhora idosa, serva no palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar a casa e contar o facto à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à recepção, e indagou incrédula: «Minha filha, o que vais lá fazer? Estarão presentes as mais belas e ricas raparigas da corte. Tira essa ideia da cabeça. Eu sei que tu deves estar a sofrer, mas não transformes o sofrimento em loucura.»
E a filha respondeu: «Não, querida mãe, eu não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficar alguns momentos perto do príncipe, e isso já me torna feliz.»
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de facto, as mais belas raparigas, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, o príncipe anunciou o desafio: «Darei, a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será a escolhida para minha esposa e futura imperatriz da China.»
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito o principio de "cultivar" algo, como costumes, amizades, relacionamentos, etc...
O tempo passou e a doce jovem, sem experiência na arte da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, acreditando que, se a beleza da flor fosse proporcional ao seu amor, ela não precisaria de se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tentara tudo, usara todos os métodos que conhecia, mas nada nascera. Dia após dia, ela via cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, passado os seis meses, nada rebentou. Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, voltaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
À hora marcada lá estava, com o vaso vazio, junto às outras pretendentes, cada uma com uma flor, qual delas a mais bela. Admirada, não parava de olhar a beleza, as formas e as cores das flores das suas companheiras.
O príncipe chegou e observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica que a jovem do vaso vazio é a sua futura esposa. Os presentes ficam surpresos e incrédulos. Ninguém compreendia a escolha do príncipe: precisamente aquela que nenhuma flor apresentara.
Então, calmamente, o príncipe esclareceu:
«Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.»
(Autor desconhecido)
No decorrer de uma aula, cujo tema versava as sete maravilhas do mundo antigo, do mundo natural e do mundo moderno, o professor pediu aos estudantes que fizessem, por escrito, uma lista daquilo que cada um, pessoalmente, considerava as sete maravilhas.
Recolhidas as listas, contados os votos, a classificação foi a seguinte:
1) As Pirâmides do Egipto
2) O Taj-Mahal
3) As torres de Kuala Lumpur
4) Os Jardins Suspensos da Babilónia (se ainda existirem!…)
5) Os minúsculos chips de computador
6) A Weblog
7) A Verdade da Mentira
Ao recolher as fichas, o professor notou uma estudante muito quieta, debruçada sobre a folha de papel. À pergunta do professor se ela estava a ter dificuldades na elaboração da lista, a aluna respondeu afirmativamente, esclarecendo que o seu problema estava na selecção das maravilhas, por serem tantas as que a deslumbravam.
O professor disse:
- Bem, diz-nos o que já escreveste, talvez nós possamos dar uma ajuda.
A menina hesitou, então leu:
- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:
1 - Ver
2 - Ouvir
3 - Tocar
4 - Provar
5 - Sentir
6 - Rir
7 - E amar ...
A sala, então, ficou completamente em silêncio... e eu aproveitei para divulgar o acontecido neste post.
(autor desconhecido – versão vmar)
Uma amiga minha enviou-me este texto que encontrou algures na Net brasileira.
Um grande beijo de agradecimento para ela.
O pote rachado
Defeito ou qualidade?
Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara, a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.
Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser apenas capaz de realizar a metade do que havia sido designado a fazer.
Após perceber que, por dois anos, havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê?, perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu apenas fui capaz de entregar metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho até à casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que admires as flores ao longo do caminho.
De facto, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isso lhe deu ânimo. Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:
- Você notou que, ao longo de todo o percurso, só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que, a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.
(Autor desconhecido)
Segundo informações da secreta portuguesa, conseguida por hacker português, durante as suas navegações da weblog – é de tal forma confidencial que nem o Durão ou o Sampaio têm conhecimento – conseguiu uma informação que, quando for tornada pública, vai provocar um ataque cardíaco no Bill Gates.
O próximo sistema operativo da Microsoft, com o nome de código Longhorn, está à venda no mercado malaio por menos de dois dólares. Mas o mais espantoso de tudo isto é que o referido sistema não está pronto, nem a Microsoft tem a certeza da data do seu lançamento.
Não se sabe se esta versão está disponível via Net, mas aconselha-se o uso dos motores de busca mais comuns, para confirmar.
Esta é mesmo verdade, juro. Uma senhora que eu conheço, forreta até dizer basta, foi à Sapataria Serrenho (vende pares de sapatos a granel e preço baixo) e encantou-se com um modelo. Experimentou o número habitual (nº 37) que lhe assentava que nem uma luva nos pés. Eis senão quando vê o mesmo modelo, nº 41, em saldo, a metade do preço, artimanha do serrenho (que as sabia todas) para conseguir vender uns sapatos de senhora tão compridos, num país como o nosso, de mulheres baixinhas e de pés curtos.
A avarenta não resiste. É que era mesmo metade do preço! E chegou a casa, muito satisfeita com o bom negócio que tinha acabado de fazer. Tão satisfeita que nem resistiu a partilhar tanta alegria com a vizinhança. E repetia: «Agora é só enchê-los com uns algodãozinhos. Mesmo que, uma vez por outra, me caíam dos pés, por metade do preço valeu bem a pena...»
Benza-a Deus!
Um casal vinha por uma estrada do interior. Sem dizer uma palavra. Uma discussão anterior havia levado a uma briga, e nenhum dos dois queria dar o braço a torcer. Ao passarem por uma quinta em que havia mulas e porcos, o marido perguntou, sarcástico:
- Parentes teus?
- Sim, respondeu ela. Cunhados e sogra...
Na cama, o marido vira-se para a jovem esposa e pergunta:
- Querida, diz-me: Eu sou o primeiro homem da tua vida?
Ela olha para o parvalhão e responde:
- Pode ser... A tua cara não me é estranha...
O homem pergunta à mulher:
- Querida, quando eu morrer, vais chorar muito?
- Claro, querido. Sabes que eu choro por tudo e por nada.
Adão e Eva passeavam pelo Paraíso.
E a Eva pergunta:
- Adão, amas-me?
E o Adão, resmungando:
- E tenho outra escolha?
O marido perguntou para a mulher:
- Vamos tentar uma posição diferente esta noite?
A mulher respondeu:
- Boa ideia, tu lavas a loiça e eu sento-me no sofá...
Antigamente os naturais do Algarve não eram unicamente os algarvios: havia também os “serrenhos”, terminologia usada por muitos naturais do “litoral” quando desejavam referir-se aos que habitam a serra algarvia, especialmente quando se referiam a eles de um modo depreciativo.
Estes “serrenhos” tinham o hábito de, no dia de S. João de Degola, nos fins de Agosto, descerem lá da Serra até ao «Algarve», montados nos seus burros e, vestidos com as suas roupas habituais, invadir as praias do litoral, o que conferia um colorido peculiar na beira mar.
Com o tempo tornou-se uma festa popular e um dia de convívio entre as gentes algarvias.
A propósito desta festa conta-se a seguinte história (lenda, verdadeira, quem sabe?):
Um “serrenho”, na sua curiosidade natural, indagava um algarvio sobre umas “coisas” que ele desconhecia. O algarvio, armado em esperto, decidiu enganar o serrenho.
Serrenho: - Oh mestre, o que é estas coisas?
Algarvio: - Oh isto são conquilhas, uma maravilha!
Serrenho: - Mas isto serve para quê?
Algarvio: - Serve para quê?!... p’ra comer!
Serrenho: - Mas....como é que isso se “amanha”?
Algarvio: - Bom isso é complicado! Dá um bocado de trabalho. Primeiro é preciso abri-las e tirar as tripas e depois pôr a cozer.
Serrenho: - Só isso?
Algarvio: - Só!...mas aviso já que isto leva o seu tempo ao lume. È preciso pôr a cozer de manhã, para as poder comer à noite.
Algarvio: - Atão arranje-me aí uns três ou quatro quilos delas, para eu e a minha família provarmos essa maravilha.
Lá foi o serrenho, de volta a casa, carregado com o saco das conquilhas. Três dias depois, o dito serrenho bateu à porta do algarvio.
Serrenho: Ah, seu malandro, devolva-me já o dinheiro das conquilhas senão eu parto-lhe os cornos. É que os bichos eram tão velhos e duros que levaram três dias ao lume e, mesmo assim, não conseguiram cozer e ninguém lá em casa conseguiu trincar aquilo.
Esta história é verídica apesar de não parecer.
Aconteceu há alguns anos num meio rural do nosso país.
Uma casal de velhotes tinha um netinho de poucos anos a passar uns dias de férias em sua casa.
O miúdo gostava muito do seu novo brinquedo, um triciclo oferecido pelos avós. Assim passava horas e horas a andar no triciclo. Talvez de tanto pedalar, trilhou um pouco um testículo, que inchou ligeiramente.
A avó, preocupada com o assunto e sem querer contar ao filho o sucedido, levou o neto ao médico.
Após observação do problema o médico prescreveu o tratamento:
- Unte-lhe com esta pomada, três vezes ao dia, o testículo. Vai ver que em dois ou três dias isso passa.
Ao fim de uma semana, a velhota voltou ao médico acompanhada do neto.
- Sr Doutor não vejo melhoras nenhumas no tomatinho do meu menino.
Retorquiu o médico:
- A Senhora fez o tratamento como eu lhe disse?
Respondeu a velhota:
- Sim Sr Doutor! Fiz como o Sr Doutor me mandou, untei o triciclo com a pomada três vezes ao dia!
- Ó mulher, não é o triciclo, é o testículo do miúdo... O «tomate» do moço, já entendeu?
- Ah, agora compreendi... É que eu desconhecia que aos «tomates» também se chamava triciclos...
Conversa de Metro.
Um casal no cais enquanto espera pelo comboio.
Ela : - Tu és muito ciumento.....
Ele : - ah....
Ela : - Não me podes ver a conversar com ninguém...
Ele . – (mudo)
Ela : - Tu até tens ciúmes das minhas amigas!
Ele : - ah....
Ela : - Tu tens ciúmes de toda a gente...
Ele : - (continua mudo)
Ela : - Tu achas isso normal?
Comentário: normal não será, mas que já não se usa isso é definitivo.
Dois algarvios conversam entremeando dentadas de peixe agulha e goles de cerveja.
Carlitos: - Oh Manel tu conheces a filha do Zé da alfarrobeira?
Manel: - Na tou vendo....
Carlitos: - Conheces pois! Aquela que namorou com o moçito mais velho do Chico das conquilhas. Tinha muitas “caganas” e não tinha onde cair morta...
Manel: - Ah... aquela tã feia, tã feia... que tem uma cara que já não se usa!